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Exposição 34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu canto; Palácio das Artes

A obra ocupa posição central do salão, imediatamente chamando atenção para si. Sua cor vibrante e formato intrigante faz o público se questionar sobre a peça. Juntamente com a outra obra da sala, exposta pela parede com denúncias ao euro centrismo e o apagamento da cultura indígena, as peças nos convidam a pensar sobre a história não escrita e o sofrimento dos povos originários, não só no Brasil Colônia, mas como hoje. Com aspectos extremamente recentes e modernos em ambas obras, é difícil ignorar a rica cultura demonstrada, e mais difícil ainda não entrar em questionamentos e reflexões sobre como, até hoje, temos pouco conhecimento sobre uma cultura a qual influenciou -- e continua a influenciar -- tanto nosso país, nossa língua, nossos hábitos e nosso povo brasileiro. O espelho no lugar do rosto coloca o público no lugar deles, torna seu sofrimento o seu, como admirador da arte, e trás proximidade da causa social para cada um que para para observá-la. 

Brasilidade Pós-Modernismo; CCBB 



A simetria das fotos de satélite de cidades planejadas, quando espelhadas e em formatos de círculos, dão a impressão de ser um padrão repetido, algo naturalmente estético e lógico, como o pensamento que representa a época em que essas cidades foram planejadas. Enquadradas dessa forma, também, é possível extrapolar e dizer que se parecem planetas, luas, ou mesmo espaçonaves de filmes antigos, como a Death Star ou algo parecido. Essa obra me chamou atenção assim que entrei na sala de exposição, grande parte, sim, por seu valor estético, mas também por perceber a cidade quando me aproximei, como tudo se reduz a paisagem quando estamos longe o suficiente. 

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